Metodologia

FLIPPED CLASSROOM: 

O MODELO DA “SALA DE AULA INVERTIDA” APLICADO NA Uniapve

 

Flipped Classroom é a grande novidade a serviço dos professores: a “sala de aula invertida”; a forma de dar aulas na qual o professor entrega aos próprios alunos o protagonismo. Ela foi criada em 2007, na escola secundária (high school) de Woodland Park, Estado do Colorado, EUA, pelos professores Jonathan “Jon” Bergmann e Aaron Sams.  

Em 2004, vendo que muitos de seus alunos perdiam aulas por compromissos de trabalho, Jon e Aaron resolveram gravar previamente a matéria, postando os vídeos no YouTube para serem assistidos pelos alunos faltantes. Mas, logo, também os outros alunos se interessaram pela novidade, bem como alunos e professores de outras escolas. Jon e Aaron tinham inventado um poderoso método de ensino, ao qual deram esse nome: Flipped classroom. 

O novo método muda completamente o modus operandi do professor. Com ele, o professor não fica mais postado à frente da classe fazendo preleções sobre o tema do dia. Ele agora inicia a aula pedindo aos estudantes que contem o que aprenderam, assistindo previamente os vídeos e pesquisado sobre seu conteúdo. A aula se torna, então, um ambiente de intensa reflexão, experimentação e debate sobre o tema dos vídeos. O método tem menos de dez anos de vida e simplesmente “pegou”! Os professores que o experimentam não querem voltar à aula tradicional -- nem seus alunos!  

Uma das vantagens da flipped classroom é que o professor já não dá uma mesma aula, repetidas vezes, para diferentes classes ano após ano. É muito menos cansativo e entediante para ele. E a vida muda radicalmente também para os estudantes: eles já não assistem passivamente às aulas; agora, primeiro estudam os assuntos em casa e, na sala de aula, aplicam esse conhecimento em exercícios práticos e debates vivos e dinâmicos, conduzidos pelo professor.

Muitas escolas modernas estão adotando esta forma de ensino “invertido”. Um dos seus muitos benefícios é permitir que os estudantes aprendam em seu próprio ritmo. Outro é que os estudantes vão muito mais bem preparados para as discussões e exercícios em sala. Em terceiro lugar, eles se enriquecem pela interação com os colegas e as atividades em grupo, em discussões, vivências e projetos comuns. Quarto, não têm mais de fazer o “dever de casa” nos moldes tradicionais -- este é, agora, mais prazeroso e produtivo. 

E, finalmente, com a Flipped Classroom, os estudantes se ajudam uns aos outros, o que é vantajoso tanto para os alunos mais avançados quanto para os retardatários.  

O método ainda aproxima o professor dos alunos, porque é mais prazeroso dar aulas para classes engajadas; e, como já não usa o tempo em classe com aulas expositivas, mas sim em debates e exercícios, a disposição física dos alunos na sala muda: as carteiras são movidas para que se formem pequenos grupos espalhados pela sala, para as experiências e discussões. 

Quanto às matérias que são previamente estudadas pelos alunos em casa, Jon e Aaron propuseram que fossem gravadas em vídeo, mas levemos em conta que há outros recursos mais, que não o vídeo, para isso. O professor poderá também fazer uso de textos, gravações em áudio e outras formas de permitir o estudo de seus alunos. Aliás, a flipped classroom é, na verdade, uma excelente oportunidade para o professor diversificar o uso de recursos instrucionais para transmitir conhecimento aos alunos.   

Quando aplicada em Educação Corporativa, a flipped classroom apresenta ainda vantagens adicionais. Uma delas é que profissionais de empresas são mais propensos a preferir sessões didáticas dinâmicas em que participem ativamente, ao invés de preleções feitas por um consultor. Além disso, tendem a preferir também que os conteúdos tratados sejam bem objetivos e focalizem problemas de trabalho, ao invés de serem apenas teóricos ou acadêmicos.

E, finalmente, na Educação Corporativa geralmente os conteúdos didáticos não estão enfeixados num extenso currículo, mas têm cunho estritamente instrumental: cursos e seminários são programados quase sempre com a precípua intenção de contribuir para o desempenho dos participantes - e é exatamente isso que move o professor que faz uso da flipped classroom.

 












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