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Sérgio Kiki realiza Amostra de Artes
publicado em 30/10/2015


Veterano e aluno da APVE expõe suas obras no mês da Consciência Negra

Veterano ilustre da APVE, Sérgio Aparecido dos Santos é carinhosamente conhecido na associação como Kiki. Curiosamente seu apelido se dá por um problema na fala, popularmente conhecida como “gagueira”. 

Com muito bom humor, Kiki conta que seu apelido teve origem no período em que trabalhava na Embraer, sua dificuldade em se comunicar e os sons repetidos deram origem a esse chamado bem conhecido nos corredores da Embraer e APVE.

O que muitos não sabem é que Sérgio (ou Kiki) é um artista formado na própria associação. Associado a APVE desde os primeiros anos de sua fundação, Kiki logo ao se aposentar procurava uma atividade que o trouxesse prazer, foi então que, há 10 anos sugeriu a criação do curso de pintura. 

Sua paixão por esta arte começou na infância. Sua mãe, Benedita de Paula, praticava essa atividade em casa, fazendo belos desenhos e pinturas em papel. Mesmo dedicando boa parte de sua vida em diversas funções dentro da Embraer, de 1972 a 2009, Kiki sempre reservou parte do seu tempo para a arte. Até que, de 2006 pra cá resolveu se dedicar prioritariamente a obras abstratas e de impressionismo que retratam belas paisagens, além de sua maior especialidade; quadros que elucidam os traços, os costumes e as raízes da cultura negra.

Seu acervo será exposto na APVE no próximo mês. Brindando o dia da Consciência Negra, celebrado neste período, Kiki faz sua Mostra de Artes com diversas obras relacionadas a cultura africana. A exposição estará aberta de 9 a 30 de novembro no Espaço Paulo Vitor, das 8h às 18hs. 

 

“Ilumina-me”

 

Dentre suas obras Kiki menciona com emoção de uma criação marcante em sua vida. O quadro com o tema “Ilumina-me” que retrata a figura de uma criança, alçando uma pipa, ao lado de um felino, tem muito mais valor do que se imagina.

Em 2006 Kiki criou esta obra em homenagem a seu neto e sua filha. A criança ali presente é Rennan Matheus, a luz emitida pela lua se remete a sua filha e mãe de Rennan, que falacera na época, aos 30 anos de idade, vítima de um infarto fulminante. 

Nesta obra Kiki relata que prestou uma singela homenagem a sua filha e expressou em seu trabalho a mensagem de seu neto sendo guiado pela luz de sua mãe, “eu acredito nesta força, nesta luz e sei que estará sempre presente na vida do Renann, tanto quanto na minha”, conclui Sérgio Aparecido dos Santos.

 

 





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